Rapariga de 13 anos morre na Índia após jejum religioso de 68 dias (Nóticias) | Acompanhe Aqui | Portal B-Zon-Musik

Rapariga de 13 anos morre
na Índia após jejum
religioso de 68 dias
PÚBLICO 10/10/2016 - 11:30
A polícia indiana está a investigar os
pais de uma criança de 13 anos que
morreu na passada semana após ter
adoptado um jejum religioso de 68
dias.
Segundo a BBC, as autoridades
indianas querem saber se a menor,
Aradhana Samdariya, foi obrigada a
jejuar. Os pais insistem que ela
adoptou voluntariamente aquele jejum
que é muito comum no jainismo, uma
das religiões mais antigas da Índia,
juntamente com o hinduísmo e o
budismo, e que agrega cerca de quatro
milhões de crentes.
Nesta religião, o jejum é uma prática
muito comum, podendo assumir mais
de 40 variações que diferem na forma
e períodos de duração. Na versão mais
radical, a chamada santhara , os
crentes privam-se de água e comida
até à morte. Geralmente, é adoptado
por quem considera que terminou
todas as suas obrigações e deveres e
deseja deixar este mundo em paz.
Segundo a Reuters, Aradhana esteve 68
dias apenas a água fervida e a
investigação foi desencadeada na
sequência de uma queixa apresentada
por uma organização dos direitos da
criança.
Um porta-voz da polícia citado pela
BBC diz que os pais, Laxmi Chand e
Manshi Samdariya, joalheiros numa
família abastada, foram acusados de
homicídio por negligência e de
crueldade contra menores. “Ele pediu-
nos permissão para seguir o upvaas
[privação total de alimentos]. Pedimos-
lhe que parasse ao fim de 51 dias mas
ela não desistiu. O seu jejum foi
voluntário. Ninguém a forçou”,
alegaram os progenitores.
Para os activistas sociais estas
alegações não fazem sentido. “A nação
inteira devia estar envergonhada com
a subsistência de tais práticas. O guru
do seu pai aconselhou a família que,
se a menina jejuasse por 68 dias, o
negócio da família tornar-se-ia mais
lucrativo”, disse à BBC o activista
Achyut Rao, segundo o qual a menina
foi autorizada a beber apenas água,
desde o nascer ao pôr-do-sol. “Não
podia acrescentar sal nem sumo de
limão nem mais nada”.
O activista também criticou o facto de
a família ter adoptado rituais e
promovido um cortejo que visariam
apresentar a sua filha como uma
santa. “O que choca aqui é que a
família ficou feliz por a criança ter
sido 'eleita por Deus'”.
Aradhana morreu devido a uma
paragem cardíaca, no dia 3 de
Outubro, precisamente um dia depois
de ter desfilado numa carroça que
integrou a procissão que a família
promoveu para comemorar o fim do
seu jejum.

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